Ecoa,
porém inaudível no vazio do ser.
Reverbera
intransponível sem querer.
Eu
comigo,
Eu
sozinho.
Mas
não totalmente só.
Também
existe um outro eu.
Também
existe e insiste
A cair uma lágrima.
Cai
em forma de tinta
Que
molha o papel.
Cai
a letra,
Cai
o verso,
Cai
a rima,
Desmorona
a poesia.
E
esse jogo de vai e volta: não quero mais.
Nem mais,
nem menos, nem pouco,
Tampouco
nunca.
E
que um simples beijo na nuca
Não
me faça mudar de ideia.
Uma
parte de mim chora,
A
outra parte ri.
Ri
da desgraça alheia como se não fosse sua.
Ri
como uma sereia
Que
metade mulher, metade peixe,
Não
há quem a deixe
Sentir-se
na completude.
Pois
duas metades não se completam,
Nem
mesmo se concertam,
Não
somos oficina!
–
Carlos I. Gomes.
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