Cansado. Enfadigado com o que circunda.
Destroçado. Saturado à medida que inunda.
Virei pó.
E poderia sim: deixar de ser,
Deixar de fazer,
Fazer e só.
Deixar de virar pó.
Tomar um banho de chuva,
Virar massa.
E quando todos correrem pra praça,
Lá estarei.
Amorfo,
Incolor,
Bolor.
E mesmo sem fungo ser,
Pareceria outra forma de vida.
Na praça não existirá briga,
Lá só tem espaço pra poesia,
Harmonia, empatia que cria a alma.
Não te convido pra praça,
Pois não teria graça,
Ainda-sou-pó!
– Carlos Gomes
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