Ler é viver.
E procuro ler tudo que posso.
Tudo que vejo,
Que sinto,
Que minto,
Ou que choro.
Tudo que me vem de novo,
Ou que novamente habita em meu campo.
Leituras minuciosas e esvoaçantes.
Leituras caprichosas, caprichadas e dissonantes.
Eu leio axé, leio samba, leio reggae.
Leio quem tá em pé, quem se aproxima, e quem segue.
Leio o brilho, o fosco, e o colorido.
Leio até o que teria sido uma boa proposta.
Sim, o futuro!
Esse eu também leio.
Anseio, preocupo, e fantasio.
Quem diz que o tempo é linear,
Esqueceu de olhar,
Que ele retorna, e projeta a todo instante.
Sem voltar pro mesmo ponto.
Conto pedras, árvores, gergelins,
Conto flores, nãos e sins.
Conto histórias.
Conto até o que não vivi.
Sem esquecer que leio placas,
Outdoors e livros.
Leituras profanas, seculares, e de hieróglifos.
Leio os tambores que ressoam um só grito.
Leio mitos, leio até o que não tem fim.
Gosto de ler palavras.
E poucas delas são escritas.
- Carlos I. Gomes.
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