quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Por mais que um ser veja
Vendo tudo que mudou,
Com minha métrica desajustada,
Percebo que a vida só fica parada,
Quando está à espera de puxar o gatilho,
Mesmo trajado maltrapilho,
Tento não perder o pipoco da largada.
Se for possível, eu tento,
Se for utópico, eu almejo,
Se não conseguir, eu pelejo,
Se for Aristotélico, ‘philio’,
Ágape é sempre um desafio,
Se for platônico, desejo.
No compasso do meu pensamento,
A rima está sempre atenta,
Hora rápida, vezes lenta,
Mas sempre com uma nova cara,
O preço de uma rima rara,
Uma poesia boa já isenta.
Não precisa de complexidade,
O alicerce é o sentimento,
É como juntar tijolo e cimento,
Emparelhar formando um muro,
Na boca da garrafa tinha um furo,
Que foge do meu entendimento.
Nem esperava e estava vazia,
Se espero, fica quente,
Aos goles, estava contente,
Com risadas e amigos,
Distante de todos os perigos,
Todo mundo parecia mais gente.
– Carlos I. Gomes.
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