quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Carta aos amigos




    Existem pessoas que conhecemos há séculos. Mas a geografia, muitas vezes, só nos permite o contato depois de um certo tempo após o nosso nascimento. Me arrisco a dizer que elas aparecem quando precisamos. De maneira descabida, confiamos. Confiamos sem garantias. Confiamos pela intuição. E depois de confiar algumas vezes, vemos que fizemos bom negócio. Mas não se engane. Essas não são pessoas comuns. Então você não precisa bajular, nem tampouco puxar papo todo fim de tarde. Com essas pessoas, o assunto não tem começo, nem fim. Com essas pessoas, você não anda na corda bamba das amizades freadas. Com essas pessoas, você não precisa ter medo algum de ser pessoa; ser gente. Sem adornos; sem maquiagem; despidos. Falo da nudez da alma. Meus amigos estão espalhados. Cada um, em um espaço diferente. Nasceram em momentos diferentes. Deve ser o fuso horário. Percebi que isso é uma grande vantagem, pois sempre terei pra onde ir. Às vezes, a melhor coisa que eles podem nos ofertar, é um singelo abraço. Mas me diga: pra quê mais?
-Carlos I. Gomes

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