quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Sempre segue...



Passou bem diante dos meus lábios.
Pois os olhos já não enxergavam nada.
O vento tira o cheiro,
E o meu costumeiro olfato cansado,
Permanece calado,
Ouvindo os passos proibidos.
O vento gela o coração que queima,
O cérebro teima em dizer que é infarto.
Quase entro em colapso.
Depois de ser interrompido,
E meus sentidos voltarem à tona.
Observo a zona
Que deixaram os cacos do meu mosaico.
E já que não existe mais figura,
Olho a pintura que a realidade despiu.
Sempre levanto, se cair,
Pois o vento passa,
No que o tempo deixa seguir.

– Carlos I. Gomes.


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