quinta-feira, 3 de março de 2016

Errante

Aquém de qualquer sotaque.
Era do mundo,
Pro mundo,
E entendia que a vida é só essa.
Sem pressa, tentava não morrer.
Agora.
Tentava viver as aventuras,
Que muitas vezes não cabia em papel
- Mesmo os de árvores grandes -.
Iniciava uma nova jornada.
Sua granada era a simplicidade.
Entendia que armaduras tiravam a mobilidade,
E que o não uso delas
O deixava vulnerável.
Resolveu aprender a lutar.
Esquivar faz parte,
Criança faz arte,
Artista faz comercio.
Ele, na sua inocência,
Caiu na quase demência,
De procurar profundezas,
Velejando em lagos rasos.
De procurar em miudezas,
Amores, e não, afagos.
Outrora,
Se via seco,
Se via estreito.
Sua saída tinha um beco.

– Carlos I. Gomes.



Nenhum comentário:

Postar um comentário